Dom, 01 maio
17:00

Teatro Sá da Bandeira

Classificação Etária: M/12
Duração: 70 minutos
Preço: 5.00 €
preço único

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Lotação: 190 lugares



Teatro

À espera de Beckett ou QUAQUAQUAQUA

Projeto Escala | ADIADO

Esta peça é antes de mais uma homenagem a Ribeirinho, cuja obra foi e continua a ser um exemplo de talento e dedicação, através da reedição de uma das suas características principais: a aliança entre o lado popular e o lado erudito do teatro. Para isso, recriamos três episódios específicos da carreira do ator e encenador: as três montagens de À Espera de Godot (1952), de Beckett. Esta homenagem e esta reflexão têm a forma de uma situação concreta: quatro atores tentam ensaiar uma peça de Beckett, na esperança que o autor venha assistir ao ensaio, em dois momentos particulares da história de Portugal, a seguir às eleições de 1958 e a seguir à morte de Salazar. O terceiro momento, um epílogo africano, será já com o país à beira da revolução. A primeira montagem da tradução de Nogueira Santos estreou em abril de 1959 em Lisboa, no Trindade, e apresentou-se no mês seguinte em Évora, Coimbra, Porto (no S. João) e Viana do Castelo. Dez anos depois, em março de 1969, de novo no Trindade, Ribeirinho volta a tentar e a falhar melhor, diria o autor irlandês, a montagem de Godot. Em 1973, Ribeirinho faz a derradeira tentativa, com uma companhia itinerante, apresenta a peça em Angola a colonos e militares.

Biografias

Texto e Encenação

Jorge Louraço (Nazaré, 1973) escreveu Cassandra de Balaclava, Xmas qd Kiseres (Christimas quando quiseres) e O Espantalho Teso, e encenou Conta-me Como É, com textos de Pedro Marques, Jorge Palinhos e Sandra Pinheiro. Fez a Oficina de Escrita Teatral de Antonio Mercado no TNSJ – Teatro Nacional São João, o seminário «Traverse Theatre», com Enda Walsh e John Tiffany, nos Artistas Unidos, a residência internacional do Royal Court Theatre, e o «Seminário de Escrita Teatral» de J. S. Sinisterra no TNDM – Teatro Nacional D. Maria II. No Brasil, trabalhou com os encenadores Marco Antonio Rodrigues, Cibele Forjaz e Marcelo Lazzarato, e publicou Verás Que Tudo É Verdade, sobre o grupo Folias (SP). Doutorando em Estudos Artísticos, pela Universidade de Coimbra, com uma bolsa atribuída pela FCT, é docente na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Colaborou com várias publicações, como o Léxico de Pedagogia do Teatro, (Perspectiva), e as revistas Drama, Sinais de Cena, Camarim, Hemisférica, e coordenou seminários, encontros e workshops ligados à dramaturgia, em Portugal e no Brasil. Tem várias peças publicadas e levadas à cena, tendo a sua peça Êxodos sido nomeada para o Prémio de Melhor Dramaturgia da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes.

Elenco

Mário Moutinho nasceu a 1 de Julho de 1946 e participou como ator, encenador, autor ou co-autor em mais de 60 produções teatrais do TAI, Teatro de Marionetas do Porto, Seiva Trupe, Teatro Bruto, Art’Imagem, Visões Úteis e outras companhias e estruturas de criação. Participou como ator em 12 séries de televisão, sendo ator principal em duas. No cinema, participou nos filmes 5 Dias e 5 Noites de José Fonseca e Costa, Viagem ao Início do Mundo de Manoel de Oliveira, Longe da Vista de João Mário Grilo, 3 Pontes Sobre o Rio de Jean Claude Biette, Transito Local de Fernando Augusto Rocha, Jaime de António Pedro Vasconcelos, Vanitas de Paulo Rocha, A Parede, de Carlos Coelho Costa, Trela Curta de Saguenail, Na jaula, de Rodrigo Areias e Sefarad, de Luís Ismael. Foi estagiário no filme Chimères de André Abet. Tem numerosas participações como ator em curtas-metragens e vídeos. Realizador de curtas-metragens, spots publicitários para televisão, vídeos e filmes de cena, como Lugar Comum, para a peça do mesmo nome encenada por Fernanda Lapa.

Óscar Silva licenciou-se em Teatro (atores) na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, em 2010; em 2013 frequentou o programa de Performance da Pós-graduação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo; e em 2016, concluiu o Mestrado em Performance Design and Practice na University of the Arts London – Central Saint Martins, com bolsa da Fundação GDA. Fez a École des Maîtres 2017 onde trabalhou com o coletivo belga TRANSQUINQUENNAL. Fundador do coletivo Sr. João, trabalha, sobretudo, no campo lato do teatro e performance como criador, encenador, ator. Entre 2010 e 2014 viveu e trabalhou em São Paulo, onde criou e apresentou vários trabalhos nas áreas de teatro, performance e formação. Entre 2012 e 2014 foi assistente de direção da SP Escola de Teatro onde foi responsável por diversos projetos pedagógicos e artísticos. Os seus trabalhos mais recentes são dedicados à arte da representação, em trabalhos de colaboração com diversas companhias e diretores.

Pedro Diogo inicia o seu percurso profissional de ator em 1997. Teve formação multidisciplinar em teatro, cinema, dança, artes circenses e sonoplastia. Especializa-se em Técnica da Máscara, sendo, além de intérprete e formador, artesão de máscaras em couro. Em teatro trabalhou com diversas companhias e encenadores, dos quais se destaca o Meridional Teatro (O Grande Teatro de Oklahoma, À Manhã e A Caravana), Nuno Pino Custódio (Pax Romana, Eles São Gente e Os Cozinheiros), Casa da Comédia (Commedia all’Improviso, Otário Doing Again) Joselita Alvarenga (Dois Perdidos Numa Noite Suja), Este - Estação Teatral (Cinema Mudo, Os Cozinheiros - versão Commedia dell’Arte), A Barraca (Ser e Não Ser - Estórias da História do Teatro, Os Renascentistas, Farsa de Inês Pereira, Mater, entre outros), Trupilariante (Astrocirkus, O Rapto da Estrela, Quimicocirkus, entre outros), Teatro do Bairro e UAU (Pequenas Comédias de Feydeau e A Grande Estreia). Em cinema participou em várias curtas e longas metragens, destacando-se o trabalho com António Ferreira e Telmo Martins. Participou também em vários projetos de ficção e entretenimento para televisão, tendo feito parte do elenco fixo de várias séries e telenovelas, das quais se destaca Laços de Sangue, vencedora de um Emmy na sua categoria. Trabalha regularmente como ator/ locutor em campanhas publicitárias, tanto para televisão, como internet e rádio.

João Delgado Lourenço é mestre em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP, 2009), licenciado em Interpretação (2016) e Pós-Graduado em Dramaturgia e Argumento (2021), pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE). O seu percurso como ator começou em 2012 no Teatro Universitário do Porto. Profissionalmente, destaca os espetáculos: Os Últimos Dias da Humanidade, de Karl Kraus, encenado por Nuno Carinhas e Nuno M Cardoso (TNSJ, 2016); Uma Noite no Futuro, com textos de Samuel Beckett e Gil Vicente, encenado por Nuno Carinhas (TNSJ, 2018); e Das Tripas Coração, encenado por Nuno M Cardoso e Nuno Cardoso (TNSJ, 2019). Trabalhou também com Federico León, Jurgen de Bruyne, Ricardo Alves, Jorge Louraço, Paolo Andreoni, Rui Madeira, André Braga e Cláudio da Silva. Participou no festival Small Season, na Bulgária, organizado pelo Sfumato Theatre Laboratory e integrado no programa da União dos Teatros da Europa (UTE, 2017). Colabora regularmente com a ESMAE como professor assistente, desde 2017, onde foi assistente de encenação de Nuno Cardoso em Game Show (2018) e de Nuno Carinhas em Despertar da Primavera (2019), espetáculos dos alunos finalistas da ESMAE. Em Junho de 2021, encenou o espetáculo dos alunos de primeiro ano desta escola, Minudências.

Ficha Técnica

Texto e encenação: Jorge Louraço | Cenografia e figurinos: Patrícia Mota | Desenho de luz: José Neves | Som: Pedro Pires Cabral | Elenco: Mário Moutinho, Pedro Diogo, Óscar Silva e João Delgado Lourenço | Direção de produção e técnica: Amarílis Felizes | Co-produção: Teatro da Trindade – Fundação INATEL, Teatro Constantino Nery – Câmara Municipal de Matosinhos e Câmara Municipal de Viana do Castelo

Teatro | Classificação Etária M/12 | Duração 01h10 | Preço: 5€ (preço único)

Bilhetes à venda no TSB, na BOL e nas lojas Worten, CTT e FNAC

Horário de bilheteira física (Teatro Sá da Bandeira) de terça a sexta-feira 11h - 14h

A bilheteira abre 1 hora antes da sessão

Dom, 1 mai às 17h00

Teatro Sá da Bandeira
À espera de Beckett ou QUAQUAQUAQUA