Sex, 16 Out
10:30

Teatro Sá da Bandeira

Classificação Etária: M/6
Público Alvo: Escolas e Famílias
Duração: 45 minutos
Gratuito

Lotação: 95 lugares

16 out. às 10h30 | Escolas // 17 out. às 11h30 | Famílias


Teatro

Os Grandes Não Têm Grandes Ideias

Teatro de Marionetas

Uma menina chamada Constança. Um ser animal muito pequeno. Encontram-se perto do nascer do sol. Junto do moinho do rio. Junto da casa de Ninguém. Ninguém é o nome deste ser minúsculo. Que vem de Lado Nenhum e vai para Nenhum Lado. Gosta de palavras novas, do seu significado e da sua utilidade ou inutilidade. As dúvidas que pairam nas cabeças destes amigos são as mesmas de algumas crianças e alguns adultos: “As pessoas cabem todos no planeta Terra? E os recursos são suficientes? O que é sustentabilidade? Para onde vai o lixo que produzimos? O que é governo e governar? Emoções e sentimentos? Juntos vão descobrir e nós também que afinal as ideias dos Grandes não são grande coisa.

FÉRTIL CULTURAL. A Fértil surge do encontro entre o teatro e a antropologia, duas formas de olhar para o ser humano como produtor de cultura e de questionar a sua condição de vida. Em 2010 é fundada a associação com o propósito de dar voz às criações e investigações que partam desse princípio. As criações da Fértil assentam essencialmente no teatro e na sua relação com as outras formas artísticas. O teatro é por excelência o laboratório onde se permite a experimentação do nosso trabalho. Privilegiando as criações originais, permite-nos, como criadores, uma melhor abordagem às mais diferentes temáticas e a adequação destas ao nosso propósito, assim como a afirmação dos artistas envolvidos. É aqui que nos expressamos e onde partilhamos o nosso pensamento com o outro. O objeto de trabalho da Fértil - arte, educação e cultura - é a base de desenvolvimento de todos os seres humanos, independentemente da sua etnia ou cultura. Estes três pontos são horizontais e pertencem a todos nós num formato não hierárquico. Acreditando nas capacidades de todos, a Fértil pretende desenvolver os seus trabalhos numa forma simbiótica de dádiva, partilhando os seus conhecimentos e aprendendo com os conhecimentos dos outros.

Neusa Fangueiro nasceu em Vila do Conde, 1980. Entre 1998 e 2005 frequenta e termina os cursos de Teatro de Formas Animadas e o de Interpretação do Balleteatro (Porto). É cofundadora e diretora artística da Fértil Associação Cultural onde coordena o serviço educativo assim como, trabalha como atriz, dramaturga e encenadora. Foi atriz na Jangada Teatro e no Teatro de Montemuro com encenações de Hélder Costa, Manuel Costa Dias, Jorge Pinto e Carlos Lamego, Nuno Pino Custódio, Eduardo Correia, Steve Johnstone, Graeme Pullyen. Pontualmente trabalha como atriz com o Teatro e Marionetas de Mandrágora e com Teatro Art`Imagem. Trabalhou como assistente de encenação e produção no Teatro de Marionetas do Porto sob a orientação de João Paulo Seara Cardoso. Na área da música, foi vocalista da banda Limbo, tendo ganho Novos Talentos do Tejo em 2003, e vocalista fundadora banda Liquidamber 2009/2010. Atriz na curta-metragem Vaza, de Zé Manel Sá. Do seu percurso profissional destacam-se participações em projetos orientados por Isabel Barros, Roberto Merino, Vitor Hugo Pontes, Lígia Roque, José Ramalho e João Paulo Seara Cardoso. Realizou formações complementares com João Mota, Carlos Martinez, John Mohatt, Madalena Vitorino, Etelvino Vasquez, Valter Hugo Mãe, Neyde Veneziano; Prof. Margarida Azevedo de Abreu, José Carlos Garcia, Lídia Martinez, Andrey-Riot Sarcey, Jordi Bertran, Gisélle Barret, Stephen Motran.

Rui Alves Leitão nasceu em 1979. Licenciado em Antropologia em 2004 onde defendeu a monografia “Antropologia Teatral - Um Estudo Antropológico Sobre a Arte de Representar”, com trabalho de campo acompanhado por João Paulo Seara Cardoso numa criação do Teatro de Marionetas do Porto. É cofundador e diretor artístico da Fértil Associação Cultural desde 2010. Foi autor e encenador de várias peças da Fértil com destaque para “Primavera” e “O Meu País é um Insuflável”. Atualmente está a escrever e encenar uma trilogia que começou em 2018 com o “Conversas de Esquina”, prepara agora “Os Velhos Não Vão de Férias” e termina em 2020 com “Esperemos Que Chova”. Os seus espetáculos destacam-se pela relação que conjuga entre a antropologia e processo criativo. Como músico e sonoplasta contribuiu para vários espetáculos da Fértil. Foi também convidado para criação musical de duas Queimas dos Judas de Vila do Conde, projeto de teatro comunitário, e foi músico e sonoplasta nos espetáculos “Ando a Estudar Para Ser Poeta” de Alexandre Sá, “Sede” de Joana Soares e “Alucinação Numa Gota de Água” de Jaime C. Soares. Criou os projetos musicais Liquidambar e DIDGEnBASS onde foi compositor e músico.

É codirector artístico do Mel - Piquenique das Artes, festival multidisciplinar que acontece em V. N. Famalicão, uma produção da Elogio Vádio. Foi diretor de produção das primeiras 3 edições do REALIZAR: poesia em Paredes de Coura. Publicou dois artigos na revista Sub-Texto: “Interculturalismo Teatral” (2008) e “O Actor Social E Artístico - A complexidade da divisão de uma vida em várias representações” (2009). Participou no seminário do ISTA em Sevilha dirigido por Eugenio Barba do Odin Teatret, assim como outras formações de teatro laboratório com Etelvino Vazquez do Teatro del Norte.

Sandra Neves licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Desenvolve trabalho de conceção e construção de cenografia, objetos de cena e marionetas, maioritariamente na área do teatro. Colabora com o Teatro da Palmilha Dentada desde a sua formação na criação e construção plástica. Colabora regularmente com a Companhia Circolando na criação de objetos de cena e construção plástica. Trabalhou na conceção e construção de cenografia com o Teatro Art’imagem, Teatro Regional da Serra do Montemuro, Project do Teatro Municipal da Guarda, Jangada Teatro, Lufa-lufa, Fértil Cultural, Astro Fingido, Teatro da Didascália e Teatro da Rainha. Trabalhou com os criadores e encenadores Ricardo Alves, Victor Hugo Pontes, Steve Johanston, Luciano Amarelo, André Braga e Cláudia Figueiredo, Fernando Carminho, Paulo Calatré, John Mowat, Madalena Vitorino, Isabel Barros, Vera Santos, Rui Alves Leitão, Patrick Murys, Fernando Moreira, Bruno Martins. Na área das marionetas destacam-se os trabalhos Paisagens em Transito e Pedra Pão desenvolvidos com Patrick Murys, No rasto do Pássaro do Sono do Mau Artista e Teatro da Rainha, Guardião do Rio, Farsa de Inês Pereira e Bácoro da Palmilha Dentada, História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar do Teatro Art’imagem, Gigantones para o Julgamento do Galo de 2015 da Guarda. Colabora regularmente com a companhia Limite Zero na conceção e desenho de marionetas. Realizou a construção de marionetas para o Teatro de Marionetas do Porto nos espetáculos Pelos Cabelos, Fausto e Agapornis. Cria a Trupe Fandanga com Carlos Adolfo e Teresa Alpendurada que estreia com a pré-apresentação do Botequim no FIMP- Festival Internacional de Marionetas do Porto de 2014. Na área do cinema trabalha com André Gil Mata em O Coveiro, e com Patrícia Viana na curta metragem B.A.F. Em 2017 assina a direção de arte do filme Drvo - A Árvore de André Gil Mata. Direção de arte do filme de stop-motion Anamorphose de João Rodrigues, ainda em produção.

Inês Mariana Moitas nasceu em Viseu em 1983.Actriz e figurinista, concluiu em 2005 a Licenciatura em Estudos Teatrais (Interpretação) na ESMAE (Porto).

Enquanto atriz trabalhou com os seguintes encenadores: Fernando Moreira, Cristina Carvalhal, António Durães, André Braga, Georgio Barberio Corsetti, Nuno Carinhas, Nuno Preto, Vasco Gomes, Miguel Seabra, Luisa Pinto e Ricardo Alves. No cinema trabalhou com Rodrigo Areias, Francisco Manso e Raquel Freire. Estreia-se como figurinista em 2006 com o espetáculo “O Carrasco”, encenação de Nuno Preto, pela companhia Mau Artista. Desde então trabalhou na área dos figurinos e guarda-roupa com as companhias de teatro Primeiro Andar, Circolando, Teatro do Frio, Erva Daninha, Pele, Teatro Ensaio, Limite Zero, Terra na Boca, Musgo, Teatro da Palmilha Dentada e Comédias do Minho. Enquanto criadora de figurinos e adereços, colaborou também com o Serviço Educativo da Fundação Casa da Música, Quarteto Contratempos, Companhia A’ll Ópera e Outra Voz. De momento trabalha como Palhaça de Hospital na Operação Nariz Vermelho.

Rúben Fangueiro natural de Vila do Conde, onde iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música S. Pio X, atual Conservatório de Música de Vila do Conde, na classe da professora Sónia Guerra. Em 2006 ingressou na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave – ARTAVE, na classe do professor Sergey Arutyunyan, onde estudou durante 3 anos e finalizou o curso de Instrumentista de cordas. Participou, também, em masterclasse de violino com os professores Alexei Mijlin, Jela Spiktova, Anatoli Swarzburg e Sergei Kravchenko. Estudou ainda com Valentim Stefanov na Universidade de Évora e fez parte do grupo de música contemporânea da mesma Universidade, sendo orientado pelo Professor Doutor Christopher Bochmann. Finalizou a sua licenciatura na Universidade do Minho pertencendo à classe dos professores Eliot Lawson e Ilya Grubert e atingiu o grau de Mestre em ensino de Música nas vertentes de Instrumento e Música de Câmara pela mesma Universidade. Tendo vindo a trabalhar, em Orquestra e Música de Câmara, com os mais variados músicos de renome nacional e internacional, tais como Daniel Stabrawa, Máté Szücs, Christoph Koncz, Pedro Neves, António Victorino d’Almeida, Cesário Costa, Eurico Carrapatoso, Ernst Schelle, Jean-Marc Burfin, Ana Telles, Luís Pipa, Emílio de César, Toby Hoffman, Luís Machado, Victor Matos, António Zambujo, entre outros. Atualmente pertence à Orquestra de Guimarães e é membro fundador do Quarteto Arc’duto. Paralelamente à atividade como músico, leciona as disciplinas de Violino, Música de Câmara e Iniciação Musical na Academia de Música de Vila Verde e no Conservatório Bomfim.

Criação e interpretação Neusa Fangueiro | Cenografia e marionetas Sandra Neves |Figurinos Inês Mariana Moitas | Música Rúben Fangueiro | Construção de cenário Colectivo Monte | Desenho de Luz Paulo Neto | Animação Filipe Teixeira | Vídeo Rúben Marques | Fotografia Margarida Ribeiro | Apoio à criação Rui Alves Leitão | Créditos © Margarida Ribeiro

Normas COVID-19

Uso obrigatório de máscara

Desinfeção das mãos à entrada

Respeitar o distanciamento social

Respeitar os circuitos de circulação

Atribuição de lugar por ordem de chegada

Obrigatoriedade de preenchimento do consentimento informado no local

No final do espetáculo permaneça sentado no seu lugar

Horário da bilheteira: terça a sexta feira das 11h00 às 14h00

Teatro de Marionetas | M/6 | 45 minutos | Lotação da sala de acordo com as normas DGS

16 out. às 10h30 | Escolas

17 out. às 11h30 | Famílias

Local: Teatro Sá da Bandeira
Os Grandes Não Têm Grandes Ideias